O Dia do Sol Imóvel | Espectáculo

Ocorreu hoje a estreia do espectáculo O Dia do Sol Imóvel de Vera Mantero.

Este integra para o projeto PASSAGEM#2 a recriação de duas peças icónicas da coreógrafa – Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois, de 1991, e Comer o Coração, de 2004. Estas foram apresentadas no Parque do Convento do Fundão e adaptadas ao espaço público.

Ensaios | O Dia do Sol Imóvel

Encontram-se a decorrer os ensaios para a peça O Dia do Sol Imóvel que vai ser apresentada no próximo dia 21 de Junho de 2015, pelas 16h00 no Parque do Convento no Fundão.

O Dia do Sol Imóvel integra para o projeto PASSAGEM#2 a recriação de duas peças icónicas da coreógrafa Vera Mantero – Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois, de 1991, e Comer o Coração, de 2004 – que foram adaptadas ao espaço público. Nesse dia de Festa, Vera Mantero vai recriar essas peças, servindo-se não só do espaço verde envolvente, como também das plataformas do circuito de arvorismo, montadas nas copas das árvores.

Surge assim uma nova criação e um novo título: Comer o Coração nas Árvores, com a participação de músicos locais e em comunicação como público que assiste ao espetáculo e confraterniza num grande piquenique.

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O Dia do Sol Imóvel

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O Dia do Sol Imóvel (*) Projecto Passagem #2 | 21 de Junho | 16H00 | Parque do Convento

O Dia do Sol Imóvel(*) integra para o projeto PASSAGEM#2 a recriação de duas peças icónicas da coreógrafa Vera Mantero – Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois, de 1991, e Comer o Coração, de 2004 – que, no dia 21 de Junho, serão apresentadas no Parque do Convento do Fundão e adaptadas ao espaço público. Neste dia de Festa, Vera Mantero recria essas peças, servindo-se não só do espaço verde envolvente, como também das plataformas do circuito de arvorismo, montadas nas copas das árvores.

Surge assim uma nova criação e um novo título: Comer o Coração nas Árvores, com a participação de músicos locais e em comunicação como público que assiste ao espetáculo e confraterniza num grande piquenique.

Comer o Coração é o título da obra que representa Portugal na 26a Bienal de São Paulo.Uma obra única e inédita produzida especialmente para esta ocasião e para este espaço e lugar específicos. Um trabalho de conceção e criação conjunta entre o escultor Rui Chafes e a coreógrafae bailarina Vera Mantero.Um corpo que deixa para trás o chão, um corpo que não precisa do chão é uma das maiores utopias da dança. Uma escultura que existe no ar, como uma voz ou um silêncio, é uma das utopias da escultura.A primeira aposta de Comer o Coração é o abandono do chão, a vertigem da ascensão, sublinhada pela sua colocação, no edifício da Bienal de São Paulo, no espaço em torno do qual se eleva em espiral a grande rampa que une os vários andares da exposição, permitindo assim ao visitante observar o trabalho a diferentes níveis de altura.

Comer o coração – Rui Chafes e Vera Mantero

Músicos locais: João Roxo – Direcção Musical e Clarinete | António Augusto – Trompete | Eduardo Marques – Trompete Henrique Ramos – Trompa | Maria Figueira – Flauta Transversal | Vasco Valério – Tuba

Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois, é um solo estreado em 1991, criado para o Festival Europália na Bélgica (dedicado nesse ano a Portugal e que inclui uma larga representação coreográfica portuguesa).

Foi com este solo que a autora encontrou parte da sua identidade em termos de movimento, em termos de forma de estar em cena, em termos de instrumentos e elementos que utiliza para criar e atuar: um corpo que não descura os gestos, as mãos, o rosto, as expressões, que as inclui porque sabe que estes elementos fazem absolutamente parte do corpo-gente; que tenta constantemente agarrar aquilo que o atravessa, que tenta expor isso mesmo através das respostas de um corpo vibrátil; um corpo que embate contra o tempo-cadência e brinca com ele(s) como uma criança brinca com berlindes; um corpo que produz por vezes uma quase-fala, em sons que parecem querer ganhar contornos de palavras, em lábios que articulam palavras inaudíveis.

Concebido e dançado por Vera Mantero | Cenografia – André Lepecki | Desenho de luz – João Paulo Xavier | Música – ‘Ruby, My Dear’ de Thelonious Monk | Adaptação e operação de luzes – Bruno Gaspar | Figurino – Vera Mantero | Produção – Pós das d’artes, 1991 | Apoio Financeiro – Instituto da juventude | Outros apoios Comp. de Dança de Lisboa. Uma encomenda do festival klapstuk 91 no âmbito da Europália, Portugal 91.

Duração do espétaculo – 20 minutos

(*) solstício (do latim sol + sistere, que não se mexe)